Membros do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Pará (Sindojus), além de entidades como a Pró-Vida, Guarda de Nazaré, familiares e amigos do oficial de Justiça Ricardo Lobato Varjão, 26, morto a tiros dentro do veículo na última sexta-feira (5), no bairro de Nazaré, em Belém, farão um ato para reivindicar justiça e segurança dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na próxima quarta-feira (10), a partir das 16h, em frente ao Mercado de São Brás.

No dia 18 do mês passado, o Sindojus realizou uma manifestação em frente ao Fórum Cível da Capital para exigir melhores condições de trabalho e segurança no exercício da função e aproveitaram a oportunidade para homenagear os colegas vítimas de assassinatos no estado. Desta vez, a categoria pretende cobrar providências imediatas do estado, caso contrário, ameaçam não cumprir mandados em bairros da periferia da cidade sem a devida garantia de segurança.

“Se o estado não se manifestar após o ato, não vamos mais cumprir mandados nos bairros carentes, porque o oficial fica descoberto e não podemos mais pagar pelo ônus dessa omissão. Precisamos de uma resposta mais rápida, pois quando o oficial solicita ajuda é porque já está em perigo. Precisamos de uma força-tarefa e de uma reforma nos códigos processuais; os presos estão sendo soltos, a polícia não tem estrutura e o serviço de inteligência não funciona”, garante o presidente do Sindojus, Edvaldo dos Santos Lima.

Os oficiais e demais participantes utilizarão um carro-som, faixas e painéis de led durante o ato, além de prestar homenagens ao jovem oficial de Justiça, Ricardo Lobato Varjão.

“O Estado manda o oficial cumprir mandados sozinho, sem apoio de ninguém. Estamos morrendo em silêncio e os três poderes não fazem nada. Quando um oficial é morto, os três poderes estão sendo enterrados juntos. O Estado está em decadência. Onde o oficial de Justiça foi assassinado tinham câmeras de segurança que não funcionavam. Todos os crimes estão relacionados à função do oficial de Justiça. Necessitamos de mais vontade política e vamos pedir justiça pela sociedade”, afirma Edvaldo.

Fonte: Diário do Pará

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